






Empreintes
de Sophie DUMONT · Langrune-sur-Mer, FR
| Categoria | Painting |
| Ano | 2025 |
| Dimensões | 60 × 60 × 2 cm |
| Técnica | Oil on canvas |
| Detalhes | Assinada · Certificado de autenticidade · Emoldurada |
| Preço | €2,900 |
Escolha a cor da moldura: preta ou de madeira Com isso, Sophie Dumont propõe uma reflexão contundente sobre a memória coletiva e a persistência dos livros na história humana. Esta composição abstrata, elaborada a partir de técnicas mistas que combinam pintura, colagem e rasgamento, transcende a simples representação visual para se tornar um manifesto artístico sobre a necessidade de preservar o patrimônio intelectual. O processo de criação, onde o tecido é colado, pintado e depois rasgado para deixar apenas sua impressão, confere à obra uma materialidade impressionante. Cada traço, ao mesmo tempo delicado e fragmentário, evoca o desaparecimento gradual de objetos físicos, ao mesmo tempo que afirma sua existência residual através de suas impressões. Este processo simboliza a fragilidade dos livros como objetos materiais, mas também sua capacidade de impregnar duradouramente a história e o pensamento coletivo. A dominância dos azuis, que vão desde tons claros e etéreos até tons profundos e intensos, cria uma atmosfera contemplativa e atemporal. Esses azuis, associados à reflexão e à espiritualidade, reforçam a ideia de uma transmissão imaterial do conhecimento. O fundo bege e branco quebrado, suave e neutro, atua como um suporte silencioso, lembrando a neutralidade do papel em que as histórias são inscritas. A organização da tela em blocos irregulares, evocando livros alinhados ou empilhados, confere um ritmo visual à obra. Cada impressão, embora distinta, parece dialogar com as outras, formando uma biblioteca abstrata onde cada elemento carrega uma voz única. A ausência de detalhes figurativos deixa muito espaço para a interpretação, convidando o espectador a projetar suas próprias memórias e leituras. Vai além da simples estética para se tornar uma reflexão sobre a transmissão cultural e a memória. Ao apagar parcialmente os livros para reter apenas sua impressão, a artista evoca a fragilidade da memória humana e a necessidade de preservar o conhecimento para as gerações futuras. Esta obra lembra que os livros, embora efêmeros como objetos físicos, deixam uma marca indelével na história.
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